Natural de uma pequena cidade do interior gaúcho, Paulo Herrmann jamais sonhou que se tornaria CEO para a América Latina de uma das principais fabricantes de máquinas e implementos agrícolas do mundo. Filho de pequenos produtores rurais, começou a trabalhar cedo e se dedicou aos estudos para “fugir da enxada”, como ele costuma dizer. Nome de peso do agronegócio mundial, ele esteve na manhã desta quarta-feira, na reunião de diretoria da Acic, para compartilhar experiências acumuladas em quase 60 anos de atividades profissionais.
Paulo conhece como poucos a realidade do campo e
do agro brasileiro e mundial. Ele diz que três fundamentos explicam como o
setor funciona: é um negócio de pequenas margens, que é cíclico e que está
sujeito aos caprichos do clima. “Se quem atua na área entender isso, sofrerá
menos e terá condições de criar estratégias para vencer”. Ao atribuir à Embrapa
um dos papéis determinantes para o sucesso do agro brasileiro, que é feito com
ciência, dedicação e competência, segundo ele, Paulo afirma que o Brasil reúne
condições únicas no mundo para se consolidar como o maior produtor e exportador
de alimentos do planeta.
Escolhas políticas equivocadas dificultam a
jornada, mas o sucesso do Brasil está traçado por reunir condições únicas no
mundo, associadas a clima, capacidade, imensa reserva de água, talento para
produzir e por ter jovens que darão continuidade às mais diferentes tarefas que
compõem a cadeia do agro. Paulo Herrmann reconhece também que há desafios
estruturais sérios, justamente pela falta de planejamento, como nas áreas de
armazenamento e logística de transportes, mas que, com os anos, tudo será devidamente
ajustado. Ele observou também que modismos, como a fabricação de proteínas em
laboratório, não se sustentam e as pessoas, nas mais diferentes esferas, passam
a entender e a dar valor à produção de alimentos.
Otimista
Mesmo
ao analisar questões críticas e reais da atualidade, Paulo Herrmann, que esteve em Cascavel a
convite da Sicredi Vanguarda para falar para um público de mais de 800 pessoas,
diz-se otimista. “As crises vêm e vão. Essa até pode ser mais difícil que as anteriores, mas logo ali na frente vamos colher coisas muito boas”. Com as novas
tecnologias e a Inteligência Artificial, a humanidade se prepara para experimentar um momento fabuloso de sua história, conforme ele, que também se dedica ao voluntariado e à filantropia,
como na construção de hospitais e escolas.
Legenda: O vice de Inovação, Marco Portes, o ex-presidente da Acic, Valdinei Bobato, Paulo, o atual presidente Marcio Blazius e o vice Antonio Ruyz
Crédito: Assessoria