Analice de Oliveira Rodrigues- Inglês Athus – Cascavel- PR
Nos primeiros anos de vida, o cérebro humano se desenvolve incrivelmente rápido e são milhares de conexões neurológicas novas, contudo aprender qualquer coisa nessa fase se torna muito mais fácil e atraente, inclusive idiomas diferentes da língua mãe. E na criança os dois hemisférios cerebrais estão mais interligados, como o cérebro é divido em dois hemisférios o direito e o esquerdo, sendo o direito o lado criativo, responsável pela construção de conhecimento e o esquerdo o lado lógico e analítico.
Assim nesta fase os fatores afetivos e psicológicos, quanto os fatores cognitivos, e a formação de matriz fonológica, além da acuidade auditiva fazem uma assimilação natural versus estudo formal serem mais assertivas no processo de ensino aprendizagem, garantindo aprendizado máximo. Além disso, a audição superior reflete melhor assimilação de sons proporcionando melhor pronúncia e fluência, portanto a criança aprende sem vícios de maneira simples e prática, sendo livre de bloqueios afetivos e psicológicos, tendo uma capacidade maior de assimilação do que os adultos acima de 18 anos.
Pois, alguns pesquisadores de três universidades de Boston, nos Estados Unidos, entrevistaram mais de meio milhão de pessoas e com base nas respostas, concluíram que a capacidade de aprender uma nova língua, pelo menos gramaticalmente, é mais forte até os 18 anos e entre os motivos que dificultam o aprendizado após os 18 anos estão às mudanças sociais, físicas, a interferência da língua primária e o desenvolvimento contínuo do cérebro. Além disso, normalmente, é a partir dessa idade que as pessoas ingressam no mercado de trabalho e costumam encontrar empecilhos como a falta tempo, oportunidades e até ambiente adequado para uma boa aprendizagem. Portanto aprender um idioma desde cedo estimula habilidades cognitivas importantes, como memória, concentração e raciocínio lógico. Tem estudos que mostram que crianças bilíngues tendem a ter maior flexibilidade mental.
Assim, vivenciar e estudar estimula o cérebro das crianças que naturalmente está mais aberto a fazer conexões, desta maneira o segundo idioma deve ser inserido em um contexto lúdico, onde a criança aprende se divertindo, afinal o que se aprende na infância fica para a vida toda. (É como andar de bicicleta se aprende na infância e não se esquece mais). Dessa forma, investir no ensino de idiomas desde a infância não é apenas uma escolha educacional, mas um investimento no desenvolvimento integral da criança e em seu futuro, sendo oferecer ferramentas para que se torne cidadão do mundo e preparado para se comunicar, compreender e transformar a realidade ao seu redor.