NOTÍCIAS

< VOLTAR

Parceria ajuda com a ressocialização de presos

Sexta, 09 Agosto 2019 11:11

Com as declarações do presidente Jair Bolsonaro defendendo regime de trabalho aos presos, cresce a procura por parcerias que facilitem a ressocialização de apenados. Diretores e associados da Acic receberam na noite de quinta-feira diretores da PIC (Penitenciária Industrial de Cascavel) e da PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel) que informaram sobre um regime de trabalho que traz benefícios às empresas, à população carcerária e também à sociedade.

O diretor da PIC, Leonardo Dondoni, explicou sobre o funcionamento de mecanismos e de dispositivos legais que permitem a apenados atuar profissionalmente e reduzir sua pena em um dia para cada três dias trabalhados. As penitenciárias contam com os chamados canteiros internos e externos de trabalho (ofícios executados dentro ou fora da unidade), com o suporte de órgãos de preparação dessa mão de obra e de seleção dos apenados que terão a oportunidade de participar do projeto de ressocialização.

Nas atividades internas da Penitenciária Industrial, em estruturas físicas da própria PIC, atualmente são 109 os apenados em regime de trabalho. Nos canteiros externos eles somam 116, atuando basicamente em secretariais municipais, órgãos públicos, entidades e empresas dos mais diferentes segmentos. O convênio com as empresas interessadas em participar do projeto é desenvolvido com intermediação do Depen, o Departamento Penitenciário do Paraná.

Benefícios

Para estimular que o maior número possível de empresas participe são estendidas vantagens às parceiras. Os benefícios para as empresas são espaço físico sem aluguel, isenção de água e luz (caso de baixo consumo), segurança a custo zero, gratuidade da alimentação, inexistência de vale-transporte, isenção de encargos trabalhistas (férias, 13º salário, FGTS e INSS) e remuneração fixada em um salário mínimo por apenado contratado. Para o preso, as principais vantagens são a redução da pena segundo o número de dias trabalhados e a chance de ter um salário, que também ajuda a manter a família.

Embora contribua com a ressocialização, programas como esse não são a garantia de que o apenado, depois de cumprir a sua condenação, não vá reincidir. “Podemos fazer tudo e mais um pouco, mas se o preso não quiser ele jamais deixará o mundo da criminalidade”, disse Leonardo. Por isso, ações de acompanhamento social e psicológico são desenvolvidas para que o apenado entenda que não vale a pena seguir no crime. O grande desafio, conforme o diretor da PIC, é conseguir mudar a cabeça do preso.

 

Legenda: O diretor da PIC, Leonaldo Dondoni, repassou informações de como a parceria funciona

 

(diretorpic2019.jpg)

 

Crédito: Assessoria